https://www.google.com/adsense/new/u/0/pub-3159886379608766/home Pega o Mapa!: Janeiro 2017

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Seis meses na Austrália (Post Colaborativo)


"Com meus 20 e pouquinhos anos, não estava muita satisfeita no meu emprego, vendi meu carro e decidi fazer um intercâmbio (sim, clichê igual todo mundo com 20 e poucos anos).

Passaporte na mão, dinheiro no banco, só me faltava o destino. 

Procurei uma agencia que me ajudou muito! Fui Super bem orientada. Me ajudaram com acomodação, visto, escola, tudo que eu precisava. Entre tantos destinos nesse mundão, me veio a Austrália, o visto não é tão difícil de tirar, você precisa ter uma renda boa para comprovar (tinha a grana do carro no banco) e além de estudar o inglês você pode trabalhar legalmente no país, o que ajuda demais nos gastos. 

Austrália era o país... e a cidade? Bom, no Brasil moro na roça, não sei andar em cidade grande... Sydney nunca foi uma ideia, Melbourne diziam que era parecida com São Paulo, Gold Coast tinha muitos brasileiros... foi aí que surgiu Brisbane... e Brisbane, ganhou meu coração. 

Pega o Mapa Colaborativo!

Conversando com amigos que compartilham do mesmo amor por viagens, me veio a vontade de abrir o blog para que eles pudessem contar suas histórias incríveis das viagens mundo afora. Nem todo mundo que viaja quer ter um blog, mas todo mundo que viaja tem histórias pra contar! Se você também tem uma, manda pra gente!  A primeira é uma série de 3 textos da Denise, minha prima viajada que morou na Austrália. Então vem!





quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O textão de despedida

** Texto começado na minha última semana a bordo e finalizado em casa**

Seis meses a bordo e a palavra é exaustão. O corpo precisa descansar. As pernas doem muito e os joelhos não são mais os mesmos. Hora de voltar para casa. Hora de deixar a outra casa para trás.

Depois de 6 meses, o navio se torna a nossa casa. Aquelas pessoas com costumes e línguas tão diferentes se tornam a nossa família, e são elas que irão enxugar nossas lágrimas e nos dizer para não desistirmos, que aquele foi só um dia ruim e que "amanhã é dia de porto e vai ser lindo!"

Morar em um navio não é tão simples. Sabe aquela hora que você desce ali na padaria rapidinho porque a fome bateu? Ou aquela lanchonete que você liga tarde da noite só porque deu vontade? Nada disso existe. O que existe é hora para comer a comida que está disponível no menu de hoje. E pode não ser a hora da sua fome, e raramente será a comida que você gosta. Mas depois de alguns meses, você aprende a levar escondido comida para a cabine, e até pro trabalho. Você sorri com uma gratidão genuína quando sua colega chinesa da pizzaria te ajeita, escondido, um pedaço de pizza dos passageiros, ou quando o filipino que trabalha de frente pra sua loja enche seu copo de sorvete e só te cobra por uma bola. Morar em um navio é parceria.