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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Ilhas Fiji

Quando falamos em Fiji, geralmente duas coisas nos vêm à cabeça:


Só que Fiji não é era amor, era cilada...


Saímos de Lahaina, no Havaí, no dia 9 do cruzeiro, em direção à Fiji. Mas no caminho, tínhamos sete l-o-n-g-o-s dias de mar. Atracar em Fiji seria, assim, um merecido descanso. Como o caminho até lá era longo, também tínhamos uma pernoite na cidade. Boa parte da tripulação já tinha ido a Fiji antes (na ida do navio da Austrália para os EUA na temporada passada), e as coisas que se ouviam sobre Fiji eram: "Cuidado, não saia sozinho!" "Não vou sair em Fiji, aquele lugar é horroroso/nojento/perigoso..." "Fulano foi assaltado em Fiji"

Mas gente, e aquelas fotos lindas do Google de águas transparentes, areia branca e praias paradisíacas? Violência urbana em praias paradisíacas?


Eis que o tão esperado dia chegou! Amanhecemos em Suva, capital de Fiji, e corri para o deck aberto para ver que cara o porto tinha. Do deck 4, dei de cara com um porto de cargas, com containers empilhados em todos os cantos. Até aí, nenhuma surpresa: um porto é um porto em qualquer lugar, e não é toda cidade que tem um pier exclusivo para navios de cruzeiro. Seguimos na esperança...

(foto da internet)

Depois de tantas recomendações sobre como me proteger da violência urbana, preferi deixar o celular na cabine. Saí com um amigo, que levou um celular velho, e fomos explorar Fiji. No porto, taxistas insistentes tentando vender suas corridas aos pontos turísticos a qualquer preço. Eu tinha 20 dólares no bolso, e só. Conversei com um taxista, e a proposta era fazer alguns pontos turísticos em 2 horas. O preço? 30 dólares cada um. Depois de negociações extremas e consulta com os investidores, fechamos por 10 dólares cada. Entramos no taxi e o medo bateu. O carro era velho, caindo aos pedaços, os antecedentes da cidade não ajudavam e a vista do caminho só fazia a coisa piorar...


A gente demorou pra relaxar e durante o trajeto eu tratei de fazer o que eu mais gosto quando se trata de conhecer um lugar diferente: bater papo com um local. O nosso taxista era moreno e baixinho, bem típico de Fiji. Ele já estava no 3 casamento e tinha 8 filhos. As famílias em Fiji são assim, grandes mesmo. Ele trabalhava como taxista pela cidade e quando os cruzeiros atracavam, ficava à disposição do porto para pegar os turistas.



A República das Ilhas Fiji é um país composto por mais de 300 ilhas, fica bem próxima da Austrália e também foi colônia inglesa. A colonização inglesa foi responsável pela migração de muitos indianos e por conta disso o país fala 3 línguas: fijian, inglês e hindu. É um país que conquistou sua independência recentemente (anos 70) e tem uma instituição democrática jovem e frágil, foram 4 tentativas de golpes de Estado desde a independência, 2 delas com sucesso, que depuseram os presidentes e instituíram governos militares. Estes golpes fizeram com que o país fosse expulso da Commonwealth (aquela Organização Intergovernamental que é formada pelas ex colônias britânicas).



Fiji praticou o canibalismo até o início do século XIX, mas há quem diga que em algumas ilhas ele existe até hoje...

De taxi, passamos por alguns pontos turísticos que, honestamente, não são muito atrativos. No geral, a capital é feia, bem pobre e suja. No litoral não dá praia, a água é escura e venta bastante.


 Paramos em 1 dos 6 pontos para tirar foto, um parque municipal bem lindinho e bem cuidado.



De lá subimos para o mirante da cidade.


Na descida, construção de casas populares e um presídio feminino.
(Pink is the new black)

Chegamos novamente ao porto e fomos atrás de algumas lojas de souvenirs. Encontramos as lojas, mas os preços era extremamente absurdos. Em uma das lojas eu encontrei cartões postais com fotos incríveis das famosas praias de águas cristalinas e areia branca. Conversei com a vendedora, perguntei onde raios ficavam aquelas praias e ela me disse que todas as praias ficam em outras ilhas, que elas são, de fato, lindas, mas todas muito longe, no mínimo 40 minutos de barco.

Suva entrou na minha lista de cidades mais feias que já visitei na vida. A "lista", até então, só tinha 1 cidade: Puno, no Peru. Bem vinda, Suva!

Caso você esteja planejando uma viagem às ilhas paradisíacas de Fiji, fica então a dica: não vá de cruzeiro porque eles não atracam lá. Certifique-se de que a sua viagem contempla essas ilhas maravilhosas, porque elas existem, gente! Diz o Google...


Um comentário:

  1. kkkkkkkkkkkkk Vim seco no post achando que vc tinha conhecido praias de areias brancas e águas cristalinas

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