https://www.google.com/adsense/new/u/0/pub-3159886379608766/home Pega o Mapa!: Mendenhall Glaciar, Juneau - Alaska

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Mendenhall Glaciar, Juneau - Alaska

Eu achei que andar de helicóptero e pousar no alto de um montanha coberta de neve tinha sido a coisa mais fantástica que eu fiz nesse Alaska, até aparecer o Mendenhall...

A geleira de Mendenhall (Mendenhall Glaciar) fica na cidade de Juneau, capital do Alaska, e tenho ela numa foto linda, no calendário pendurado na minha cabine. “Gente, como faz pra ir nesse lugar da foto?”. Pegamos 40 minutos de ônibus, depois mais 20 de caminhada, e chegamos no cenário maravilhoso do meu calendário: uma praia com uma cachoeira à direita e a geleira ao fundo. 


Um friozinho do vento que sopra da geleira pra cachoeira. Lindo de viver. Minha foto não ficou tão linda quanto à do calendário, mas com sempre, fica tudo lindamente registrado na memória.

Eis que em um outro dia em Juneau, descobrimos que algum tripulante tinha descoberto como chegar NA geleira (e até então só sabíamos do tour oficial, caro, de helicóptero). Era uma trilha pela montanha que supostamente nos levaria ao pé da geleira, às cavernas de gelo. Esse não era um “tour oficial”, então não tínhamos todas as informações. Como a máxima que rege a vida de todo tripulante é “só se vive uma vez” seguida de “eu nunca mais vou voltar no Alaska”, fomos!

Pegamos um taxi pra 7 pessoas, e depois de 45 minutos de estrada, chegamos no inicio da trilha. Aparentemente, metade da tribulação também ficou sabendo das cavernas de gelo, e chegamos lá em uns 3 carros. O começo da trilha: tudo lindo de viver, todos caminhando de boa, batendo papo, sabendo que seriam 2 horas mata adentro.

Cerca de 30 minutos depois, o caminho começou a apertar e nos vimos no meio do nada, sem uma trilha bonitinha pra seguir, exceto por fitas coloridas amarradas às arvores, indicando o caminho. Atravessa galho de árvore, escorrega na lama, desce paredões de pedra, pede ajuda ao coleguinha pra não cair. 1 hora de trilha e todo mundo já estava morto, sujo, se perguntando “o que raios eu vim fazer aqui?”. Até o momento, aquela tinha sido a trilha mais difícil que eu já tinha feito.
Chegamos no alto as montanha e de lá já podemos ver a geleira. Faltam 40 minutos de trilha.

O caminho fica ainda mais difícil, até que finalmente chegamos à última parte: um paredão de areia e pedra, com a geleira  logo abaixo. Algumas pessoas desistiram ali, e realmente não era fácil. A essa altura, sem dúvidas, essa era a trilha mais difícil que eu já havia feito na vida. 20 minutos depois e com muito cuidado pra não rolar morro abaixo, chegamos na base da geleira.


Pisar numa geleira é como pisar em outro planeta: nunca pisei em outro planeta e a sensação é exatamente essa! A gente não sabe o que esperar e não existe ninguém indicando o caminho. A cada passo, ouvimos o gelo trincando debaixo dos nossos pés. Não temos sapato especial pro gelo, então todo cuidado é pouco. O gelo é espesso cheio de poros, provavelmente de água da chuva, tivemos pessoas que caíram e se machucaram.

Caminhamos em direção às cavernas de gelo. A que entrei era de um azul surreal de maravilhoso. A água pinga do teto e dentro da caverna o gelo é perfeitamente liso e escorregadio. Você precisa se segurar enquanto anda, mas se segurar onde? No gelo! Não dá pra pensar muito onde pisar e segurar, porque a sensação de segurar gelo todo mundo conhece, né?! Tive sorte de não cair. 



A outra caverna é maior mas eu só conheci por fora porque o teto dela faz parte de um caminho, então a gente vê umas pedras de gelo soltando vez ou outra. Sou medrosa e não quis arriscar morrer presa numa caverna de gelo, nos confins do Alaska, meu gerente me mataria!

Estava na hora de voltar e fazer aquele caminho todo de volta doeu no coração (e no resto do corpo, já dolorido). 

Depois da luta pra subir o paredão de areia e pedra, a mata: nos perdemos por cerca de 10 minutos e foi quase desesperador. Nos achamos e com 1 hora de caminhada a trilha começa a ficar mais fácil de novo.  Encontramos outras pessoas no caminho e essa é a hora em que todo mundo conta a sua versão de o quão difícil foi a trilha, do quão surreal e incrível foi a geleira, e de quem desistiu por medo de cair mas chegou o mais perto que pôde.

Ainda temos mais 5 cruzeiros pela frente antes da temporada acabar, mas sei que os próximos passeios serão bem mais tranquilos. Mendenhall encerrou incrivelmente minhas aventuras no Alaska!




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