https://www.google.com/adsense/new/u/0/pub-3159886379608766/home Pega o Mapa!: ALO ALO MINHA MALA EXTRAVIOU!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

ALO ALO MINHA MALA EXTRAVIOU!

Existe primeira vez pra tudo: o primeiro beijo, o primeiro dia de trabalho, o primeiro coração partido, o primeiro extravio de mala. Mas na verdade, ela não foi extraviada (assim disseram), ela só não voou junto comigo. Ela e mais 28 malas, ou seja, um carro inteiro ficou esquecido em Atlanta. Depois que quase 15 horas de voo, encontro uma Seattle muito fria! O fuso horário foi uma maravilha, porque cheguei de tarde, então terei o resto do dia pra não fazer nada e fazer várias coisas!


Depois da correria para dar entrada na mala perdida, fui procurar um lugar pra carregar meu celular, morto depois de quase 15 horas de voo. A felicidade em encontrar um buraco de tomada 'e tão repentina e sincera quanto a tristeza em se lembrar de que os padrões das tomadas são diferentes e o seu carregador não encaixa. Uma morte horrível. Mas existe uma benção chamada cabo USB, e eu sai feito louca olhando todos eletrônicos do aeroporto procurando a bendita entrada. Depois de quase desistir, achei umzinho perdido no final do aeroporto. Conectei, rezei, 1%. Fui olhar o google maps pra saber como sair do aeroporto. Essas pesquisas sobre como me virar nas cidades eu geralmente faço antes de viajar, mas dessa vez não fiz, porque não quis, simples assim. A distancia do aeroporto pro centro da cidade era grande, quase 1h de ônibus. Mas eu não estava disposta a pagar um taxi, já que seria perfeitamente possível andar por ai com a minha mala de mão e ainda era 1 hora da tarde. Fui atrás do ônibus e descobri que na verdade, a melhor opção era um trem. Achei o trem, 3 doletas, emprestei 25 cents pra colega da fila que estava sem moedas, fiz a Dora Aventureira e fui.

Como não gosto de economizar pedidos de informação, confirmei com um casal do trem se estava na direção certa (pq eu adoro entrar nos transportes do lado errado). Eles, super simpáticos, iniciaram a conversa. Descobri que ele também trabalhou em um cruzeiro, como fotografo, onde a conheceu, ha 16 anos atrás, baba de 4 meninos, viajando com a família. Ela de Indiana, ele de não lembro onde. Ele quebrou a regra numero 1 do cruzeiro: se envolveu com uma passageira. Não foi pego, terminou o contrato, namoram e casaram. Hoje eles vivem em DC e estavam em Seattle para uma reunião de negócios dela. Ela me ajudou com o mapa, confirmando a estação que eu tinha que descer, e as ruas que teria que andar ate o hotel. No caminho, casinhas de madeira que me lembraram as que vi no estado de Nove York, numa cidade (que não lembro o nome) onde fiquei hospedada para a instrução do Au Pair por uma semana.

O trem andou 10 estacoes, nos conversamos sobre o preço das olimpíadas, sobre o frio do Alaska e o clima do Brasil, sobre o sistema métrico dos Estados Unidos e futebol americano (tinha um estádio no nosso caminho…). Desceram 2 estacoes antes de mim. Pessoas que surgem no nosso caminho de uma forma tão doce que fica impossível reclamar de uma bagagem perdida. Desci do trem, subi para a rua e o ventinho gelado bateu. Por sorte não estava chovendo! Por sorte eu estava em Seattle! Acho que sorri o caminho inteiro, a cidade 'e linda! Um parenteses aqui: Seattle foi uma cidade que sempre quis conhecer (fans de greys anatomy, quem nunca?), mas não consegui incluir no ano do Au Pair. Quando descobri que o navio não só sairia daqui como também retornaria para cá a cada 8 dias durante 3 meses, não pude ficar mais feliz!

Segui as ruas do mapa, pedi informação 2 vezes e cheguei no hotel. Atrás dele, o Space Needle. Que cidade maravilhosa! O detalhe 'e que estou em Downton, e como todo bom centro de cidade grande, 'e horroroso. O único centro de cidade realmente lindo e apaixonante que conheci ate hoje foi São Francisco (quem me conhece sabe do meu amor por essa cidade), a agora, Seattle. O centro 'e lindo, as ruas são largas, os prédios são maravilhosos. Tem bastante construção por aqui. O hotel foi outra delicia!

Dei uma volta pelo centro, parei na farmácia (que saudade que eu estava das farmácias), pra comer e voltei pro hotel. Amanha o transporte vem me buscar as 10 da manha, e eu embarcarei entre 12:00 e 14:00h. O navio sai as 18:00h. Minha mala ainda não saiu de Atlanta e a Delta esta me prometendo que vai entrega-la no navio, ainda hoje. Estou fazendo o possível pra não me estressar com isso, já que o essencial pro trabalho eu trouxe na mala de mão. Confesso que te sido bem fácil não me estressar com nada, porque esta tudo muito incrível aqui. O Brasil sempre foi e sempre vai ser minha casa, e 'e o que respondo quando alguém pergunta "where is home?" Mas quando cheguei, me veio muita lembrança de tudo de maravilhoso que já vivi aqui, e de como eu me sinto a vontade nesse pais. Talvez o Brasil seja a casa da minha mãe e os EUA sejam a da vovó.

4 comentários:

  1. "Fãs de Greys quem nunca?" hahahaha MUITO!!!

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  2. Ainnnnnn... Tbm quero!!! Não a mala extraviada mas conhecer isso tudo!!! Quero ver a Meredith, é possível??? S2
    FIA... To aqui, acompanhando tudoooo!!!! :*

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  3. Ainnnnnn... Tbm quero!!! Não a mala extraviada mas conhecer isso tudo!!! Quero ver a Meredith, é possível??? S2
    FIA... To aqui, acompanhando tudoooo!!!! :*

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  4. Carolzitaaaaa q saudades q eu estava de ler seus escritos. Sempre gostei muitooooo ! Me identifico muito com o que você escreve e sua paixão por viagens. Se já tinha vontade de ir a Seattle fiquei com mais ainda. Grey's for sure! Também me sinto assim quando me perguntam where is home? O Brazil tem o meu Dininho, o meu amor e não deixa de ser nunca a minha casa mas esses USA ah esses USA. Acabei de chegar e já estou morrendo de saudades. Boa viagem! Aproveitaaaaaa tudo q vc puder por você e por mim. Bjsss

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