https://www.google.com/adsense/new/u/0/pub-3159886379608766/home Pega o Mapa!: PERU 15 - Puno: Lago Titicaca + Ilha de Taquile

domingo, 1 de novembro de 2015

PERU 15 - Puno: Lago Titicaca + Ilha de Taquile

Depois da Ilha de Uros, seguimos para a Ilha de Taquile. Até lá foram quase 3 horas de barco. Cabe aqui um comentário: nasci e cresci no litoral, sou acostumada com barco, mas NÃO gosto de viajar de barco, acho um saco, cansativo e tedioso. Se você não teve tanto contato com barco na sua vida, talvez 3 horas dentro de um sejam algo realmente interessante. Pra mim, foi um tédio e tentei focar no fato de que estava no Lago Titicaca, o mais alto lago navegável do mundo, numa experiência única. Sobrevivi.

Chegamos em Taquile e o tempo tinha melhorado! Deixamos as blusas de frio no barco. A ilha é enorme, muito bonita, e a vista é linda! 


E só. Ainda tô procurando um atrativo turístico que justifique um dia inteiro dentro de um barco. Pareço muito exigente, mas sério... foram 3 horas pra chegar lá e já estava sofrendo com as 3 horas pra voltarmos o percurso todo, e isso tudo por uma ilha que não tem nada. Enfim, vamos seguir em frente...


A ilha tem uma subida de uns 20 minutos, e naquela altitude não tem quem não dê 5 passos e pare pra descansar.

No caminho, casas bem humildes e crianças vestidas a caráter tentando arrancar dos turistas alguns soles por uma foto (ou por pena), enquanto os seus pais vigiam (ou exploram) de longe. Esse tipo de exploração das crianças no Peru é muito presente, desde as que trabalham vendendo artesanato em Cusco até as que estão ali para serem fotografadas. Na entrada da ilha tem essa placa enorme, informando como as coisas devem funcionar com relação às crianças (mas com o devido eufemismo):


Esses portais são interessantes porque as pedras não são coladas, e sim encaixadas, como tudo na cultura inca.


Chegamos lá em cima mortos, mas a vista é linda! Lá no horizonte, Bolívia.

Já era hora do almoço e existe 1 restaurante, e ele serve uma sopa de peixe acompanhada de pão de entrada, e mais um peixe frito com um pouco de arroz e molho picante. Tinha uma mosca na minha sopa (rá), daí fiquei com um pouco de fome mesmo. Mas antes deu ter achado a bendita lá dentro a sopa até que estava gostosa.


Tiramos mais algumas fotos e era hora de ir voltarmos. Voltamos pro barco sabendo que teríamos mais 3 horas pela frente. Eu queria muito um dramin, mas não tinha, então tirei um cochilo do jeito que deu.

Voltamos do Lago Titicaca, passamos no hostel para pegarmos nossas malas e fomos pra rodoviária. Iríamos de Puno para Arequipa de ônibus convencional, e a nossa passagem também já havia sido comprada pela agência (que mais uma vez, não nos deu outra opção. Fica aqui a nossa dica para quem está programando: a viagem é longa e os detalhes de cada lugar são cansativos de serem analisados, mas analise cada detalhe sim antes de fechar).

Chegamos na rodoviária e fomos atrás da agência "correspondente", que iria nos entregar as passagens. Achamos a mulher, que disse não saber de nada (como assim??). Ligamos para nossa agencia em Cusco, mas já era tarde e ninguém atendeu. Insistimos com a mulher para que ela nos desse nossa passagem, foi um stress sem fim! Já estávamos cansadas daquilo tudo, daquela confusão, de Puno, de tudo que deu errado, então resolvemos comprar outra passagem.

O ônibus era péssimo, desses "intermunicipais" apertados, era velho e parava pela estrada. Como a passagem era bem barata, era de fato um transporte utilizado pelos peruanos, ou seja, éramos as únicas turistas ali, e a nossa cara de turista era inegável. Criança chorando, gente falando alto, me senti num ônibus no Brasil (rs).

(foto da internet)

Não ficamos muito felizes com o ônibus, mas também não era o fim do mundo. Até que em certo ponto da viagem, a polícia rodoviária nos parou...

Os policiais entraram no ônibus falando alto e apontando as lanternas nas caras das pessoas. Estava bem escuro e todo mundo ficou apreensivo. Eles começaram a questionar uma senhora sobre sua bolsa, e ela insistia em não entregar. A essa altura já estávamos pensando mil coisas, inclusive que essa senhora era uma traficante, já que não queria entregar a bolsa ao policial, e que o babado estava só começando. Preciso dizer que ficamos em pânico? Nós duas, metidas numa confusão dessas, com policiais nada simpáticos e um país cuja língua não dominamos. Ele gritou com a senhorinha mais alguns minutos e ela finalmente entregou a bolsa. Não tinha nada. Eles continuaram dentro do ônibus por mais alguns minutos e finalmente foram embora.

Dizem que a estrada é linda (embora seja um clima desértico), mas não conseguimos aproveitar porque estava de noite. O que por um lado foi bom, porque a estrada também é famosa pelas suas curvas e precipícios.

Depois de quase 6 horas, chegamos em Arequipa. Finalmente a nossa passagem por Puno havia acabado. A sensação é que o Lago Titicaca, embora interessante, não vale a pena (quase 6 horas de barco foi uma grande pena pra gente). A ilha de Uros é diferente e tal, a Ilha de Taquile é bonita e tal, mas não há nada, em nenhuma das duas, que seja realmente interessante, ou empolgante, que valha todo esse esforço. Esses dois passeios, somados à feiura da cidade e à nossa hospedagem desastrosa, fez de Puno um grande arrependimento, que nos custou 3 dias a menos em Cusco, que é uma cidade deliciosa...

Nenhum comentário:

Postar um comentário