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domingo, 1 de novembro de 2015

PERU 14 - Puno: Lago Titicaca + Ilha de Uros

Lemos muito a respeito de Puno e do que encontraríamos lá, pareceu muito interessante! Mas tem uma coisa que me incomoda em certos blogs: eles dizem que tudo é lindo e maravilhoso, e esquecem de comentar o que deu errado e o que não é tão interessante assim. Bem, pelo menos eu, sempre que escrevo, me preocupo em falar sobre a minha real impressão das coisas, e não fazer uma propaganda aleatória dos lugares. Dito isso, vamos em frente.

Nossa primeira impressão da cidade foi à noite, e em uma noite feia e fria. Vizinhança não muito amigável (ficamos com medo de sair pra comer, inclusive) e mais aquela tragédia que foi nossa hospedagem. Demos, então, uma segunda chance à Puno, a chance de nos impressionar durante o dia.

Acordamos daquela noite horrorosa onde morremos de frio, naquele hotel horroroso, nos arrumamos e descemos pra esperar a van que nos levaria ao Lago Titicaca, para pegarmos o barco. O dia continuava frio, muito frio, mas ao menos não estava chovendo. Encontramos mais algumas pessoas que fariam o tour conosco, entramos no nosso barco e seguimos rumo às Ilhas de Uros e Taquiles.

Logo que o barco saiu, tivemos a primeira visão geral de Puno, que mais parece uma favela monocromática. O conceito de beleza é uma coisa muito relativa, eu sei, mas Puno é bem feia sim.



Nosso barco era bem lerdo (vimos outros mais rápidos, mas não nos deram essa opção) e depois de mais ou menos 40 minutos, chegamos à Ilha de Uros.

Uros é uma ilha flutuante, que flutua por ser uma ilha artificial. Explico: não há nenhuma formação rochosa, e sim um aglomerado de uma terra que lembra um xaxim de planta. Nesse "xaxim", cresce uma planta chamada totora (que inclusive é comestível). Os locais pegaram essas totoras e as sobrepuseram em camadas, ali elas secaram e se compactaram até formar a base da ilha. Ela flutua, mas é ancorada pra não sair por aí. Eles inclusive fazem uma apresentação sobre isso, pra gente entender como funciona a ilha. Na foto abaixo podemos ver as camadas do "xaxim", da totora plantada, da totora sobreposta pra fazer o chão, e as casinhas por cima. Fofo, rs.


A ilha é bem interessante, pequena e fedorenta (a totora tem um cheiro bem forte, e se nos aproximarmos das casinhas, tem uns cheiros desagradáveis também). Segundo o que nos contaram, eles moram ali, naquelas condições precárias, com suas famílias. Pessoalmente, acho que eles moram na cidade e vão pra ilha cedinho pra aguardar os turistas, porque realmente é muito precário e viver naquela ilha significaria comer unica e exclusivamente peixe e totora, além de morar em condições insalubres. Como vimos barcos com motor atras da casinhas, acho bem mais provável que eles morem na cidade, mas de toda forma a história diz que moram lá...


Na ilha funcionada assim, os homens fazem os artesanatos e as mulheres a tecelagem. É tudo realmente muito lindo e bem colorido.


Eles também constroem uns barquinhos de totora, que são bem interessantes! Lembram aqueles barcos vikings e, segundo a história, foi naquele tipo de barco que os incas conquistaram muita coisa. Podemos passear nos barcos pagando alguns soles.




Nos despedimos de Uros com destino a Taquile (próximo post).

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