https://www.google.com/adsense/new/u/0/pub-3159886379608766/home Pega o Mapa!: Outubro 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

Unidos contra a fome



Hoje, dia 16 de outubro, é o Dia Mundial da Alimentação (World Food Day). A FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, estima que 1 bilhão de pessoas sofra de fome crônica – falta do consumo diário de nutrientes suficientes às atividades do corpo, que desencadeia a desnutrição.

A FAO combate o fenômeno denominado “food insecurity” (que poderia ser traduzido como “insegurança/incerteza alimentar”), a incerteza vivida por esse bilhão de pessoas no mundo todo que não sabe se terá o que comer e de onde virá o alimento do dia seguinte. O objetivo da  organização é garantir que “todas as pessoas, o tempo todo, tenham acesso físico e econômico à alimentação suficiente, segura e nutritiva, que supra suas necessidades para uma vida ativa e saudável”.

Nesse ano de 2010, o diretor geral da FAO lançou o projeto 1 billion hungry, que utiliza como meio a internet e convoca os usuários a assinarem uma petição contra a fome no mundo.  O projeto é direcionado aos governos, para que façam da erradicação da fome sua prioridade. Clique aqui pra deixar sua assinatura e participar do projeto, mesmo que seja de maneira indireta, porque a nossa assinatura não garante comida na mesa de nenhum faminto, mas a nossa participação é o que movimenta  a pressão exercida pela  sociedade civil.

domingo, 10 de outubro de 2010

O dia do embarque II

Acho que pulei a parte da despedida, né?! Minha despedida não foi fácil. Meu menino mais novo, sem muita noção de tudo que estava acontecendo e ensaiado pelo pai, me abraçou e disse, lindo, "I'll miss you..." Um dos gêmeos, o mais pra frente, correu pro meu colo, me abraçou e beijou muito! O outro, que é bem sensível e se faz de durão, nao me abraçou nem beijou (mas depois eu roubei um beijo dele, lógico!). Minha host só chorava, me abraçava e chorava. Quando minha amiga Sandra, meu anjo em Las Vegas, chegou com o marido pra me levar pro aeroporto eu já estava tropeçando nas lágrimas...

Meu voo saiu mais ou menos 1h da tarde de Las Vegas com destino a Atlanta, onde fiz escala. Depois de correr aquele aeroporto from hell tentando achar o portão de embarque (amiga querida ex-residente de Atlanta, eu odeio aquele aeroporto com aqueles corredores intermináveis), ufa, cheguei!

Posso dizer que a primeira vez em que me senti no Brasil foi naquele avião, com pessoas sem educação, que não pedem licença e falam alto! Sentei do lado de uma menina que chorava muito enquanto lia uma carta, nos cumprimentamos e ficamos quietinhas. Depois que começamos a conversar despretensiosamente, ela me perguntou de onde eu estava vindo. Disse que de Las Vegas, porque aquela conexão foi comprada pela agência, ela riu e disse "Ah, não vai me dizer que voce é Au Pair??" Pronto, né pessoas, a menina também era Au Pair! E se chamava Carol (porque nós vamos dominar o mundo!). Viemos batendo papo, trocando figurinhas, reclamando dos hosts (todas nós temos alguma coisa de que nos queixarmos, sempre!) e já morrendo de saudade das crianças.

Chegando ao Brasil, passei tranquilinho pela alfândega, peguei as malas e fui fazer o check in pra minha conexão.  Minha recepção nao poderia ter sido mais perfeita... e a melhor parte, o que faz a gente esquecer um pouquinho a saudade de quem deixou lá do outro lado, é olhar pro vidro fumê da sala de desembarque e poder ver quem a gente ama... ("ainda bem...") Vitória estava ainda mais linda... ou deveria ser saudade mesmo! Depois de muitos beijos e abraços, fomos comer o que já haviam me prometido: arroz, feijão, vinagrete e farofa! Acho que nem liguei muito pra carne... =P

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O dia do embarque I

Meu dia de embarque de volta pro Brasil pode muito facilmente entrar pra minha lista de "isso só acontece comigo!" Bem, ele começou de uma maneira bem normal: malas fechadas, quarto vazio, "última vez que tomo banho nesse banheiro..", "última vez que escovo os dentes me olhando nesse espelho...", "último dia que acordo e vejo meus meninos tomando café..." Eu estava nervosa sim, mas acima de tudo, estava muito empolgada em voltar pra casa!

Para despachar, 2 malas pesadíssimas que eu ainda não havia pesado! Então começa a saga: Meu host achou que elas estavam muito pesadas e que obviamente estariam acima do peso. Depois de pesá-las e ver que sim, elas estavam MUITO acima do peso, ele me deu uma terceira mala, menor... então distribuí o que tava sobrando das duas nessa mala que ele me deu. Ele, só pra checar, ligou pra cia aérea pra conferir e viu que, na verdade, a pesagem PARA O BRASIL (e somente para o nosso querido país) segue uma regra diferente, os nossos famosos 32 quilos! Passado o sufoco, decidi em levar essa terceira mala, porque havia um pouquinho a mais que 32 quilos mesmo... Cheguei no aeroporto e fui solidariamente ajudada por um carregador que percebeu que eu não daria conta das malas sozinha (adoro mocinhos solidários!), porque ainda tinha uma mala carry  on super pesada com livros e uma mochila. No check in descobri que a minha terceira mala me custaria 200 dólares! Brazeel, eu não tinha 200 dólares! E nem se tivesse eu pagaria! Então imaginem vocês a cena: escolhi um lugarzinho, abaixei, abri as malas e voltei com as coisas pra dentro delas, pra me livrar da terceira mala! Depois de abrir, socar coisa, sentar pra fechar, pesar, ver que cabia mais um pouquinho e repetir todo o processo sem medo de ser feliz, eu consegui! Mas uma das malas ainda tinha 1.75 pounds acima do peso... Que fazer agora? Abri, tirei uma bota de inverno que eu tinha maltratado na viagem do fim do ano: 33 kg... que tirar da mala agora? O escolhido foi um all star, que pasmem, pesava 1 pound!! Mais de 1 kg, minha gente! Peguei a bota e o tenis, joguei no lixo do aeroporto e sem pensar duas vezes, fechei a mala feliz e saltitante (não, saltitante não...) e fui fazer o check in.

Volto com o final depois, porque ficou muito grande...